Itens indispensáveis para uma caminhada que agrada a Deus.



Filipenses 3.12-16




Uma das coisas mais fascinantes na caminhada cristã, é o fato de que Deus nos ordena a fazer algo mas ao mesmo tempo nos provê as condições necessárias para que desenvolvamos ou façamos aquilo que Ele nos ordenou.


À medida que vamos caminhando com o Senhor vamos recebendo tudo aquilo de que precisamos e também consequentemente vamos apresentando as condições para o desempenho do que Deus tem nos colocado nas mãos.


Quando lemos o texto de Paulo aos Filipenses, no capítulo 3, versículos de 12 a 16, vemos o apóstolo apresentar alguns itens indispensáveis para uma caminhada que agrada a Deus.




1. Humildade para reconhecer em que ponto se encontra da caminhada.


"Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; "(v. 12a)


"Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado;" (v. 13a)



Uma das características essenciais e indispensáveis para uma caminhada que agrada a Deus é a humildade. Paulo apresenta aqui a humildade necessária para reconhecermos em que ponto estamos na caminhada. É preciso humildade para reconhecer onde estamos e a necessidade que temos de percorrer o que ainda falta. 


Muitos se acomodam e desagradam a Deus justamente por ficaram arrogantes e orgulhosos achando que falta muito pouco ou que pretensiosamente já alcançaram a perfeição. Não sabem que esta perfeição só se dará quando Deus completar esta obra em nós e dificilmente se dará ainda nesta vida.


Onde você se encontra na caminhada cristã? Está parado? Está avançando? É preciso humildade para reconhecer onde estamos.




2. Disposição para percorrer o que ainda falta.


"mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus." (v.12b)


Paulo demonstra aqui a disposição que devemos ter para percorrer o que ainda falta da caminhada cristã. Só podemos percorrer a caminhada e ainda fazê-lo de uma forma que agrada a Deus com disposição.


Será que temos estado dispostos a percorrer a caminhada que Deus tem proposto a cada um de nós?



3. Planejamento consciente, estratégico e prático para a caminhada.


"mas uma cousa faço: esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão" (v.13b)



É preciso que tenhamos a consciência para fazermos uma caminhada de modo consciente, prático e estratégico. Paulo nos dá o exemplo quando diz que esquece-se das coisas que para trás ficam e avança para as que diante dele estão. 


Ele conscientemente deixa para trás todas as suas experiências, quer boas ou ruins, retendo delas apenas as lições e mantendo a gratidão, para avançar para os novo desafios que Deus tem para ele e que estão postos bem à sua frente. 


Em outras palavras, somos chamados a percorrer a caminhada cristã não nos apegando a nenhuma experiência de modo que fiquemos presos ao passado, amarrados a um saudosismo cegante que nos impede de prosseguir, mas avançando para os novos desafios que Deus tem, de fato, proposto a nós.


Será que existe alguma coisa que precisemos abandonar, nos desapegar? Será que existe algo que Deus tenha proposto para nós e que tenhamos deixado de avançar?


Lembre-se: precisamos planejar de forma consciente, prática e estratégica a nossa caminhada.




4. Foco bem definido.


"prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." (v.14)


Paulo não encontra-se numa caminhada ou numa corrida sem rumo ou sem direção. Da mesma maneira, o nosso foco deve estar bem definido. O nosso alvo, o nosso objetivo, deve ser o Senhor Jesus. É para Ele que devemos olhar e na direção dEle que devemos caminhar. 


A esperança que deve permear o nosso coração é aquela de que um dia Deus completará a boa obra que Ele tem começado em nossas vidas. Neste dia, seremos como Jesus, receberemos em sua plenitude este prêmio dessa vocação soberana, a nossa completa e definitiva santificação.


Em direção temos caminhado? Se porventura temos caminhado em outras direções e para longe de Jesus, corrijamos a nossa rota para que não corramos em vão. 



5. Auto-avaliação constante da nossa trajetória.


"Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento;" (v.15a)



É preciso uma atitude prática e constante de auto-avaliação. Precisamos sempre consultar o nosso coração em Deus, e saber onde nos encontramos, como estamos e o que precisa ser melhorado. Ter este sentimento vindo da perfeição de Deus em nossas vidas, implica estar apresentando constantemente diante de Deus a nossa trajetória.



6. Sendo de responsabilidade com o que temos recebido de Deus .


"e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá."(15b)


"Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos "(v.16)



Deus tem nos abençoando grandemente. Apesar de todas as dificuldades e lutas, Deus tem nos abençoado copiosamente! Deus tem trabalhado esplendida e maravilhosamente em nossas vidas, concedendo-nos todos os recursos e ferramentas que precisamos para a trajetória.


A grande pergunta que fica para encerrarmos é a seguinte: O que temos feito com tudo isto que Deus tem colocado em nossas mãos? O que temos feito com o que Ele nos tem dado?


É preciso que nos responsabilizemos diante de Deus com o que Ele nos tem dado. Caso contrário: "e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá."(15b).


Invistamos tempo para nos aprofundarmos em nosso relacionamento com Deus e apresentarmos uma caminhada que o agrada.



Rev. Antonio Donadeli

Vitória sobre as tentações 1 - Vencendo a carne


Vencendo a carne




"Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne." – Gálatas 5.16


A palavra é clara ao enfatizar que a carne milita (batalha) contra o Espírito. O verdadeiro filho de Deus, nascido de novo, conseqüentemente apresentará o desejo pelas coisas de Deus. A palavra nos exorta para que possamos vencer a carne e seus desejos pecaminosos, a andarmos no Espírito. Mas, afinal, o que é este andar no Espírito?



 Primeiro, vamos falar do que não é andar no Espírito:



1. Não é rotina religiosa.


Podemos até pensar que uma pessoa que cumpra com vários compromissos religiosos seja uma pessoa que anda no Espírito ou cheia do Espírito. No entanto, se pudéssemos enxergar além da superfície veríamos que tal pessoa pode não ter nada do "andar no Espírito".


Muito embora, existam muitas disciplinas espirituais que se confundam com rotinas religiosas, o fato de alguém apresentar certa assiduidade a estas, não assegura nem garante que essa pessoa seja alguém que anda em Espírito.


Podemos muito bem ser cumpridores exemplares de várias coisas na igreja ou no ministério cristão e, mesmo assim, estar agindo na carne e não andando em Espírito. 




2. Não é legalismo.


Legalismo é quando colocamos a lei acima das pessoas. Quando começamos a achar que para fazer a vontade de Deus não importa se vamos ofender ou passar por cima de quem quer que seja. É certo que se queremos agradar a Deus não podemos coadunar com certas práticas de pessoas bem próximas de nós. É certo que, se de fato queremos ter uma caminhada no Espírito, não podemos ser simpáticos ao pecado. 


Contudo, não podemos em nossa ânsia de justiça e desejo em ver a vontade de Deus se cumprindo passar por cima das pessoas considerando a 'lei', criada por causa destas mesmas pessoas, em prejuízo delas. Ou seja, um princípio de vida para as pessoas tornando-se uma lei de morte.


Muitas vezes, acabamos até sem querer, proclamando o ódio de Deus ao pecado sobre o pecador. Ex: Os apóstolos – João e Tiago (Lucas 9.51-56). Não nos esqueçamos que todos os nossos atos devem ser exercidos com amor. (1Co 16.14).




3. Não é nenhum esforço hercúleo de nossa parte para servir a Deus.


- Colossenses 2.20-23 - O texto fala do esforço que muitos estavam fazendo e queriam impor sobre toda a igreja na cidade de Colossos. Através de práticas, crendices, superstições, invencionices, eles esperavam vencer o pecado e agradar a Deus. Paulo vai exortá-los de que eles estavam enganados. Para servir a Deus e vencer o pecado não podemos e nem devemos tentar fazê-lo do nosso jeito e à nossa maneira mas somente no poder do Espírito Santo. O que eles estavam fazendo acabava antes de vencer o pecado, tornando-se pecado.




Então, andar no Espírito é:



1. Uma vida de entrega total ao domínio do Espírito.


Somente uma vida completamente entregue ao domínio do Espírito Santo pode vencer as paixões e desejos carnais de nossa natureza pecaminosa. 


Quando nossa vida não está rendida ao controle do Espírito e submissa à sua direção, certamente não teremos condições de refrear nossos impulsos carnais e pecaminosos e conseqüentemente estaremos desagradando a Deus através da prática do pecado.


Quem é que senta na cadeira de comando da sua vida?




2. Uma vida preocupada mais com o caráter do que com a reputação.



O caráter é algo que não é visível aos olhos humanos. Nós olhamos para as pessoas e não temos a capacidade de identificá-las, como se tivessem uma tarja na testa: "Bom caráter", "Mau Caráter"... Isso à primeira vista!


Alguém certa vez definiu caráter e reputação da seguinte forma: "Caráter é o que eu sou quando ninguém esta me vendo. Reputação é o que eu sou na frente de todos."


Em nosso tempo e para a nossa sociedade, muitas vezes é mais importante ostentar ser do que realmente ser uma pessoa de caráter. Vivemos em meio a uma geração muito mais preocupada com a forma do que com a essência, muito mais preocupada com a aparência do que com o conteúdo.


Quando pensamos no que é andar em Espírito, vamos perceber uma vida caminhando na contra-mão do que todo o mundo considera importante. Andar no Espírito chama a nossa atenção para nos preocuparmos mais com o caráter do que com a nossa reputação.


Uma vida que não dá importância ao que os outros pensam a respeito dele, mas só se importa com o que Deus realmente pensa dele. Em contrapartida, encontraremos uma afirmação que dirá o seguinte: "Cuide de seu caráter e Deus cuidará de sua reputação"


Alguém que anda no Espírito é alguém preocupado com o caráter porque esta passando por uma grande transformação.




3. Uma vida de dependência do Espírito Santo.


Não busca fazer as coisas na sua própria força ou capacidade, mas na dependência do Espírito. Quando dependemos do Espírito em todas as áreas da nossa vida, não existe nada que seja extremamente exaustivo e desanimador.


A Igreja Primitiva enquanto estava vivendo na dependência do Espírito evangelizou mais em um dia do que a Igreja, mais tarde, em séculos, sem estar na dependência do Espírito Santo. 


Um dos resultados de uma vida que anda no Espírito é a vitória sobre os desejos pecaminosos da carne.


Deus nos santifica pela sua maravilhosa graça e nós nos esforçamos dependendo inteiramente dele até que sua obra seja consumada em nós. 


A palavra nos fala do resultado tanto para aqueles que andam na carne como para aqueles que andam no Espírito. O resultado dessa maneira de viver, desse estilo de vida no Espírito é chamado pela palavra de fruto. O fruto nada mais é do que a conseqüência de uma caminhada no Espírito. Em contrapartida, a palavra também fala das obras da carne.


As obras da carne são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias... 


E o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio...


A busca por um andar no Espírito é a responsabilidade que nos cabe ante a grande obra que Deus tem realizado em nossas vidas: a obra de santificação.


Rev. Antonio Donadeli



VITÓRIA DE CRISTO, NOSSO TRIUNFO



"Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia." Mateus 28.5-6


Hoje, pela graça do Senhor e para glória de Deus, comemoramos a ressurreição de Jesus. Não existe ressurreição sem que antes haja morte. Da mesma maneira, é impossível haver morte depois que houve ressurreição. A morte de Jesus na cruz selou a nossa redenção. A Sua ressurreição e vitória sobre a morte garantiu o nosso triunfo.


Para que sejamos participantes da vitória de Cristo, é necessário que participemos de sua crucificação e morte. Participar da morte de Cristo significa crer nEle e em Seu sacrifício por nós. Significa ser alvo da ação sobrenatural do Espírito Santo, fazendo com que a nossa velha natureza pecaminosa esteja crucificada com Cristo.


Uma vez que nos encontremos mortos para o pecado, crucificados para o mundo, estamos aptos a sermos participantes da nova vida conquistada na ressurreição. A ressurreição de Cristo abre as portas para o início da manifestação do Reino de Deus em nós.


Cristo venceu. Ele ressuscitou e a morte foi derrotada. Onde quer que haja um coração crucificado com Cristo, haverá uma vida ressurreta para a glória de Deus. Que o Senhor Deus nos abençoe grandemente através da morte e ressurreição de Cristo e que glorifiquemos a Deus pelo nosso Cordeiro Pascal, que foi morto, mas vive e reina vitoriosamente pelos séculos dos séculos.


Fico imaginando o espanto e o que mais apoderou-se daquelas mulheres quando foram ao sepulcro e ouviram aquelas palavras do anjo. Diante de tanta tristeza, desesperança e trevas, surge uma raio fulminante de luz, esperança e alegria. "Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia"(Mt 28.6).


Assim também a mensagem da ressurreição é uma mensagem de alegria, esperança e luz para todos que se encontram entristecidos. Embora para nós, muitas vezes as coisas pareçam perdidas, Deus é todo-poderoso para transformar situações desesperadoras em momentos de triunfo e plenitude de vida. Isto é o que Ele deseja fazer em sua vida, através da morte e ressurreição de Cristo. 


Feliz Páscoa! Feliz vida plena e ressurreta em Jesus!



Rev. Antonio Donadeli