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RAMADÃ: TEMPO DE ORAR PELO MUNDO MUÇULMANO





O QUE É O RAMADÃ?



O Ramadã é nono mês do calendário islâmico no qual se acredita que o profeta Maomé recebeu a revelação da parte de Deus, ou Alá, dos primeiros versos do Alcorão. Pelo fato de o islamismo usar um calendário lunar, o início e término do Ramadã, varia de ano para ano, podendo ser realizado em diferentes meses e estações.



Para os muçulmanos, o Ramadã é um mês de bênção que inclui oração, jejum e caridade; é nesse período que eles têm que demonstrar maior zelo religioso e cuidado com os pobres e marginalizados da sociedade. Se alguém comer, beber ou tiver relações sexuais durante este período, deverá alimentar 60 pobres ou jejuar por 60 dias.



Em muitas mesquitas, durante o Ramadã, os versos do Alcorão são recitados todas as noites em orações conhecidas como Tarawih. No final do Ramadã, a escritura completa deve ter sido recitada. O Ramadã tem para os muçulmanos um significado espiritual. Eles acreditam que através da oração e jejum podem se aproximar de Alá, renovar a fé, reforçar os valores da família, e ter uma maior compreensão de seu papel civil e religioso na comunidade; além disso, é o período no qual os muçulmanos leem mais assiduamente o Alcorão e aumentam sua participação em reuniões nas mesquitas. É também um período de muita festividade e confraternizações entre os muçulmanos.



Todos os jovens quando atingem a puberdade devem jejuar, e o primeiro jejum de uma pessoa na comunidade muçulmana é algo para celebração e festa. As grávidas, lactantes, as que estão no período menstrual, crianças, idosos e aqueles que estiverem doentes ou viajando, são dispensados de praticar o Ramadã.



O jejum é feito por cerca de 29 dias entre o nascer e o pôr do sol. O dia começa com o suhoor, uma refeição feita ainda de madrugada, e termina com o iftar, a refeição que quebra o jejum do dia.



Este ano, o Ramadã será de 20 de julho a 18 de agosto.

SÉRIE CRISTÃOS PERSEGUIDOS: SE TIVER DE MORRER, MORREREMOS


Coreia do Norte, agosto de 2012.




Com um rápido movimento, janela e cortinas são fechadas. Três norte-coreanos atravessam a pequena sala, arrastando seus chinelos. Eles passam sob o olhar incisivo dos “grande líderes”, cujos retratos pendem nas paredes. Os três dirigem-se para o quarto. Atentos, procuram ouvir se as crianças estão dormindo no outro cômodo, e se há alguém na rua. Eles se ajoelham. Um suspiro. Suavemente, começam a cantar. A voz emerge do profundo de seu coração. “Graça maravilhosa, quão doce canção...”


Esta é a história da vida secreta de oração dos cristãos norte-coreanos.



QUESTÃO DE VIDA OU MORTE


É uma experiência difícil viajar pela Coreia do Norte e ver o rosto das pessoas. É como estar dentro de um filme sem a possibilidade de interferir no script. As pessoas andam a esmo em estradas que parecem não ter fim e nem levar a algum lugar. Ao lado do rio, outro grupo de pessoas. Umas lavam a roupa, outras procuram por alimento. As árvores estão secas. Muitos norte-coreanos comem a grama mesmo, apenas para ter algo em seu estômago.


Escondidos entre essas pessoas estão os filhos de Deus. Diferente dos outros, eles oram enquanto caminham. E não fazem isso apenas porque não têm nada melhor para fazer. 


Trabalho com refugiados norte-coreanos na China. Posso dizer que a oração na Coreia do Norte é uma questão de vida ou morte. Se um norte-coreano se converte na China, a coisa mais importante que temos para ensinar é como ter um relacionamento com Deus. Quando voltar para casa, ele não pode levar consigo uma Bíblia. Quase metade dos que voltam é presa em algum ponto da viagem. Em todas as situações, eles precisam confiar em Deus. É por isso que a oração é tão importante. Eles aprendem a orar por tudo, especialmente por discernimento. Em quem você pode confiar? O que se pode dizer, e o que não pode?



COMO A RAINHA ESTER


Há uns anos, um ocidental participou de uma reunião de oração secreta de norte-coreanos. Ele contou o que viu: “Os cristãos se ajoelharam e pediram a Deus para perdoar seus ancestrais, que se prostraram perante ídolos japoneses. Eles diziam: ’O povo de Israel foi desobediente e peregrinou no deserto por quarenta anos. Mas nós estamos sendo punidos há mais de sessenta. No entanto, Deus, a culpa é nossa, e não tua’. Eu chorei ao ouvir como eles imploravam a Deus para mudar sua situação. Eles pediam que o Senhor reabrisse as igrejas de seus antepassados.”


As orações dos norte-coreanos, entretanto, mudaram nos últimos anos. Os líderes da Igreja norte-coreana nos dizem que isso se deve graças às orações dos irmãos estrangeiros. “Somos tão encorajados por essas orações que agora oramos como a rainha Ester. Mardoqueu lhe disse que ela havia sido chamada para um momento como aquele (Ester 4.14). E isso se aplica a nós. Fomos chamados para sermos luz de Cristo em um momento como esse, nestas circunstâncias difíceis. Temos experimentado que Deus usa a perseguição para santificar sua Igreja, e somos gratos porque, em nossa fraqueza, recebemos a força dele. Oramos para sermos capazes de fazer a vontade divina em todas as situações. E se tiver de morrer, morreremos.”



UMA VISÃO


Os cristãos norte-coreanos começaram sua própria campanha de oração por seu país. Eles pedem a Deus para continuar a abrir as portas para que o evangelho seja pregado. Soube que um grupo de cristãos recebeu uma visão de Deus de que um dia a Coreia do Norte se reabrirá. Eles dizem: “Então trabalharemos lado a lado com os irmãos sul-coreanos e chineses para evangelizar toda a Ásia. Será uma tarefa difícil. Mas vemos que a atual perseguição na Coreia do Norte é uma preparação para este tempo”.


Vemos então como Deus usa as orações de seus filhos para criar uma música que soa mais alto que o terror e o medo. Os milhões de vozes mal podem ser ouvidas individualmente, mas juntas elas formam um belo coral. Para Deus, essas incontáveis orações são um belo som que não termina. No livro de Apocalipse lemos que cada palavra dirigida a Ele é colocada em um recipiente de ouro – não importa se ela foi proferida em torno de uma mesa de jantar no mundo livre, ou se foi sussurrada atrás de janelas fechadas em algum canto da Coreia do Norte.



Correspondente da Portas Abertas na Coreia do Norte

O RAMADÃ E A IGREJA PERSEGUIDA





O QUE É O RAMADÃ?


O Ramadã é nono mês do calendário islâmico no qual se acredita que o profeta Maomé recebeu a revelação da parte de Deus, ou Alá, dos primeiros versos do Alcorão. Pelo fato de o islamismo usar um calendário lunar, o início e término do Ramadã, varia de ano para ano, podendo ser realizado em diferentes meses e estações.


Para os muçulmanos, o Ramadã é um mês de bênção que inclui oração, jejum e caridade; é nesse período que eles têm que demonstrar maior zelo religioso e cuidado com os pobres e marginalizados da sociedade. Se alguém comer, beber ou tiver relações sexuais durante este período, deverá alimentar 60 pobres ou jejuar por 60 dias.


Em muitas mesquitas, durante o Ramadã, os versos do Alcorão são recitados todas as noites em orações conhecidas como Tarawih. No final do Ramadã, a escritura completa deve ter sido recitada. O Ramadã tem para os muçulmanos um significado espiritual. Eles acreditam que através da oração e jejum podem se aproximar de Alá, renovar a fé, reforçar os valores da família, e ter uma maior compreensão de seu papel civil e religioso na comunidade; além disso, é o período no qual os muçulmanos leem mais assiduamente o Alcorão e aumentam sua participação em reuniões nas mesquitas. É também um período de muita festividade e confraternizações entre os muçulmanos.


Todos os jovens quando atingem a puberdade devem jejuar, e o primeiro jejum de uma pessoa na comunidade muçulmana é algo para celebração e festa. As grávidas, lactantes, as que estão no período menstrual, crianças, idosos e aqueles que estiverem doentes ou viajando, são dispensados de praticar o Ramadã.


O jejum é feito por cerca de 29 dias entre o nascer e o pôr do sol. O dia começa com o suhoor, uma refeição feita ainda de madrugada, e termina com o iftar, a refeição que quebra o jejum do dia.


Este ano, o Ramadã será de 20 de julho a 18 de agosto.



O RAMADÃ E A IGREJA PERSEGUIDA




A Hadith, um corpo de leis, lendas e histórias sobre a vida de Maomé, (estas histórias chamam-se em Árabe Sunnah e incluem a sua biografia) e os próprios dizeres nos quais ele justificou as suas escolhas ou ofereceu conselhos, diz: “Todo aquele que quebrar o jejum, mesmo por um dia, durante o Ramadã sem uma boa razão, nem mesmo toda a eternidade pode compensar”.


O Ramadã traz muitas implicações e desafios para as igrejas que estão inseridas no contexto do mundo muçulmano, pois é nesse período que o fanatismo religioso islâmico vem à tona contra aqueles que professam qualquer outra fé, mas é também para muitos cristãos uma rica oportunidade de testemunhar do amor de Deus e da salvação em Cristo, já que muitos são convidados às festas e confraternizações ao final do jejum.


O jejum é obrigatório em muitos países de maioria muçulmana ou islâmicos; por isso, ninguém pode declarar em público que não está jejuando durante este mês sagrado. Sendo o jejum um dos pilares do islamismo, os sábios muçulmanos consideram deixar de jejuar somente um dia do Ramadã um dos pecados mais graves. Os rigores do Ramadã geram em muitos fiéis estresse, frustração e zelo islâmico exacerbado. Em terras com tensões religiosas, o último dia do Ramadã pode ser de extrema tensão.


Muitos ataques a igrejas e cidadãos cristãos costumam acontecer nos últimos dias do Ramadã. Um desses dias é denominado de Laylat Al-Qadr (literalmente “Noite do Destino”, ou “Noite do Poder”) e que normalmente é comemorado no 27º dia do jejum. Neste dia, acredita-se que o profeta Maomé tenha recebido a revelação dos primeiros versos do Alcorão. Muitos cristãos do mundo muçulmano são alvo de processos penais e violência por se negarem a praticar o jejum islâmico.

POR QUANTO VOCÊ VENDERIA SUA BÍBLIA?




No vídeo O Livro perigoso, ouvimos a história de um fazendeiro da antiga Tchecoslováquia recebendo seu primeiro exemplar da Bíblia. Ele abraça e beija o livro e, entre lágrimas, pergunta ao homem que lhe entregou a Bíblia: "Diga-me, que problemas maravilhosos este livro lhe trouxe?".


Quantos testemunhos conhecemos de irmãos que são presos por ler, distribuir, vender e imprimir a Palavra de Deus! As autoridades temem este livro, que tem o poder de transformar vidas como nenhum outro pode fazer. Os que têm fome pela verdade devoram este livro, que é o único que tem poder para saciá-los. Os nascidos de novo arriscam serem presos por ler este livro, pois só ele tem poder para libertá-los. Que valor sua Bíblia tem para você?


Pela graça e misericórdia de Deus vivemos em um país livre. Temos liberdade de cultuar ao nosso Deus, não enfrentamos perseguição e nenhum tipo de sofrimento para termos, carregarmos e até mesmo lermos a bíblia. Contudo, sabemos que para muitos cristãos espalhados pela face da terra a realidade é bastante diferente. Para alguns cristãos em muitos lugares no mundo, o simples fato de ter uma bíblia em mãos pode ser o motivo para agressão, prisão e até mesmo a morte.


Mesmo com toda essa perseguição, temos ouvido inúmeros testemunhos de cristãos que não tem negado a fé e tem perseverado em seguir a Cristo. Muitos deles não têm uma bíblia ou a que tinham lhes foi tirada. Eles não têm o direito de ler a Palavra de Deus. Estes irmãos têm prazer na Palavra e, creio eu, ficariam muito felizes por poderem segurar e ler uma bíblia. Por isso, quando se deparam com esta oportunidade, mesmo que seja um único versículo, eles se deleitam. Isto faz-me refletir e pensar nas palavras do salmista: "Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!" Salmos 119.97 .


Esta questão do direito a bíblia é apenas uma das grandes privações que nossos irmãos encontram. Para nós, podemos enxergar, pelo menos, duas coisas: 1. O nosso dever de orar pela igreja perseguida e muitas vezes sem bíblia; 2. A reflexão e mudança de atitude que temos para com a palavra. Por isso, a pergunta do texto acima é extremamente pertinente para nós: Que valor sua Bíblia tem para você? Alguém disse que: "A PALAVRA DE DEUS é o mapa do viajante, o cajado do peregrino, a bússola do piloto, a espada do soldado e o guia do cristão". 


"Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração." Colossenses 3.16


Pr. Antonio Carlos G. Donadeli


Conheça mais sobre a igreja perseguida no site Portas Abertas

DOMINGO DA IGREJA PERSEGUIDA




Em pleno século 21, cerca de 100 milhões de cristãos enfrentam hostilidade e perseguição religiosa pelo simples fato de seguir a Cristo. Essa intolerância acontece de várias maneiras: por meio do governo, da sociedade e, principalmente, da família. E as consequências da fé são, muitas vezes, encarceramento, agressões físicas e psicológicas, ameaças, perda de emprego, além da morte.


Para amenizar essas dificuldades, a Portas Abertas realiza o DIP todos os anos, como forma de mobilizar os cristãos livres para orar, divulgar e atender às necessidades dos cristãos que não têm voz própria, em países como Coréia do Norte, Irã, Afeganistão, Eritréia, Nigéria, Colômbia, entre outros.


Por isso, quando você e sua igreja se comprometem a organizar este evento, vocês estão representando cristãos de todo o mundo que não desfrutam da mesma liberdade de fé e de expressão de amor a Deus, como vocês fazem.


Realizar o DIP significa lembrar-se e agir em favor dessa parte do Corpo de Cristo que necessita de oração, de modo que sua realidade seja divulgada entre os cristãos brasileiros. Afinal, menos de 25 mil brasileiros estão envolvidos diretamente com a causa da Igreja Perseguida – esta que enfrenta perseguição religiosa.


O Domingo da Igreja Perseguida é um dia em que pessoas que se importam com a atual e crescente intolerância religiosa se mobilizam e agem em favor dos cristãos perseguidos.


Acredite: ainda hoje muitos são expulsos de suas casas e empregos porque seguem a Jesus Cristo. Muitas nações e governos demonstram seu descontentamento de forma cruel. Na Eritréia, por exemplo, cristãos são encarcerados em contêineres de metal. Preocupados com a honra da família, muitos pais não apenas permitem, mas causam a morte do familiar que escolheu o cristianismo.


Mas você pode fazer diferença na vida desses cristãos e tornar-se um com eles.