SÉRIE POVOS E NAÇÕES PARA CRISTO: POVO KAREN OU POVO DE BURMA






O povo Karen são um grupo étnico no Sudeste Asiático que foi forçado a fugir de suas casas devido a uma "limpeza étnica" que está sendo realizada pelo governo militar da Birmânia. Quase um milhão de Karen (é assim que gostam de ser chamados) vivem na clandestinidade na Birmânia, passando de um lugar para outro para se manter à frente das tropas do exército que procura caçá-los. Quando ficam sem opções, eles fogem para a Tailândia, onde alguns 155.000 estão vivendo em campos de refugiados.


Tendo sido rejeitados pela Birmânia, a maioria dos refugiados não tem cidadania birmaneza. E por serem rejeitados pela Tailândia, a cidadania não está disponível para eles lá também. Quando alguém não tem cidadania, é geralmente rejeitado pelo mundo e preso em condições muitas vezes deploráveis. Sem fim para as dificuldades dos refugiados Karen, os governos ao redor do mundo começaram a aceitar o Povo Karen dos campos na Tailândia para o reassentamento.


Embora a Birmânia seja um país predominantemente budista, o povo Karen, foram alguns dos primeiros convertidos ao Cristianismo no Sudeste Asiático, através do trabalho missionário de Adoniram Judson, o qual chegou à Birmânia em 1813 e encontrou o povo Karen pronto para abraçar as Boas Novas de Jesus.


E em 2006, cerca de 3.000 Karen foram trazidos para o Canadá e alguns outros vieram depois. Em Hamilton, existem atualmente cerca de 400 pessoas Karen. A jornada para os que aqui chegaram tem sido muito difícil. Eles lutam para se adaptar à vida urbana por serem um povo rural. Antes de vir para aqui muitos nunca tinham visto um prédio de concreto ou andado dentro de um ônibus. Alguns dos jovens líderes Karen passaram os primeiros 26 anos de suas vidas em um campo de refugiados. E aprender uma nova língua e encontrar seu lugar em uma nova cultura, que é radicalmente diferente da sua, é um enorme desafio.


Desde que chegaram em Hamilton o povo Karen tentou se integrar em várias igrejas, mas devido as diferenças de língua e cultura, eles não conseguiram se adaptar e a situação se tornou cada vez mais desafiadora, então eles resolveram formar uma congregação entre eles. E a nossa igreja resolveu acolhe-los.


Pedimos que a igreja brasileira esteja orando pelo povo Karen e estejam conosco nesta obra missionária entre o povo Karen que teve inicio há tantos anos atrás.



Missionária Elaine Silva - Canadá

SÉRIE CRISTÃOS PERSEGUIDOS: E A IGREJA NO EGITO?





De malas prontas, a família de Wagdi esperava pelo resultado das eleições presidenciais, no Egito. Com a vitória do partido islâmico, Wagdi, sua esposa e seu bebê emigrarão para a Europa. É um tempo de desafios para a Igreja do Egito. Mesmo com a vitória do partido islâmico, ainda há muita incerteza. No entanto, muitos cristãos têm agido como Wagdi e deixado para trás seu país, temendo pelo pior.


Sabemos que "não há autoridade que não venha de Deus" (Rm. 13.1), e que ao longo da história Deus tem usado ímpios para o bem de seu povo, como fez com Ciro da Pérsia (Is. 45.1). Assim, a função dos filhos de Deus é interceder pelas autoridades (1Tm 2.1-2), a fim de que tenham vida tranqüila e pacífica. E nós, cristãos brasileiros, podemos também interceder por nossos irmãos no Egito. Que a fé em nosso Pai seja maior, do que o medo do desconhecido.



CANDIDATO DA IRMANDADE MUÇULMANA VENCE ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS, NO EGITO


Mohammed Mursi, (60), candidato do Partido Liberdade e Justiça, braço da Irmandade Muçulmana, venceu as eleições presidenciais, no Egito, com 51,73% dos votos válidos. A Irmandade Muçulmana foi perseguida ao longo de seus 84 anos de história e durante o regime de Mubarak ficou na ilegalidade.



A outra opção de voto para os egípcios era, Ahmed Shafiq, que fora primeiro-ministro durante a gestão Mubarak. Boa parte da população egípcia não queria a eleição de Shafiq, temendo que ele reproduzisse o que foi o regime anterior. Em seus discursos, Mursi fez contínuas referências à Lei Islâmica (Sharia), e a seu projeto de renascimento islâmico ('nahda') em todas as áreas da nação, algo comum para um membro da Irmandade Muçulmana egípcia cujo lema político é "O Islã é a Solução". 


Em seu primeiro discurso, feito ontem, após o resultado final da eleição, Mursi disse que "respeitará os direitos das mulheres e crianças, os direitos humanos e os acordos internacionais". Ele disse também que "não permitirá qualquer tipo de interferência em assuntos internos, protegendo a soberania nacional, e não apoiará interferências em outros países".


Resta saber quais as implicações reais que a escolha de Mursi ao cargo de presidente trará aos egípcios, principalmente aos cristãos, que são minoria e que carecem de direitos e deveres iguais aos demais cidadãos. Resta saber se o novo presidente governará para todos ou para apenas uma parcela da população. O que de fato acontecerá com o Egito e com os cristãos desse país, ainda não sabemos, mas podemos orar pedindo a Deus que abençoe esta nação e Seus filhos.



PEDIDOS DE ORAÇÃO


• Ore para que esse momento de transição politica no Egito seja pacífico e bem sucedido.


• Ore para que o novo governo trabalhe pelo bem de todos os egípcios, independente de suas opções religiosas.


• Peça a Deus que acrescente mais fé no coração dos cristãos egípcios, de modo que alcancem um futuro com mais liberdade e oportunidades.

VIVEMOS DIAS MAUS...




"Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Romanos 12:1-2



Nesta semana eu estava meditando sobre a vida e me veio à mente a canção:


"Vivemos dias tão maus

Onde o engano e a vaidade reinam

Seu povo se perturba com esses valores

Livra-nos de negarmos nossa fé

Livra Teu povo de cair..."



Eu estava pensando em como o mundo atual faz de tudo para satisfazer a vaidade. Homens e mulheres buscando por alcançar um determinado padrão de beleza a todo custo. Homens e mulheres trabalhando demais para satisfazerem seu consumismo desenfreado. Homens e mulheres fazendo de tudo para estar por cima, no comando e no poder. Vemos as pessoas buscando por sua satisfação pessoal, seja ela qual for, para se sentirem bem e felizes. E as crianças vão crescendo em meio a isso tudo e entrando no mesmo ritmo.


Sabe o que mais dói?


Quando vejo que essas questões, essas vaidades, querem se infiltrar no meio cristão.


Não podemos deixar as coisas acontecerem e acharmos que é normal, porque corremos o risco de cair realmente na normalidade. Não podemos permitir que o pecado do mundo faça parte das nossas vidas. Não podemos em hipótese alguma, nos conformarmos com a vaidade do mundo e aceitá-las em nossas vidas.


Devemos sim, ter em nossa mente o evangelho, devemos ser determinados em nossas atitudes em não conformidade com os pecados do mundo para não sermos considerados como NORMAIS e sim, o sal da terra e luz do mundo.


Que o engano e a vaidade que reinam no mundo não nos atinjam. Que não venhamos a negar nossa fé e que Deus não nos permita cair.



Yana Karla